O contingente de bombeiros militares do Paraná que integra a missão humanitária brasileira na Venezuela relatou nesta segunda-feira a gravidade da situação encontrada no país vizinho. O tenente-coronel Gabriel, comandante do grupo paranaense, descreveu o panorama geral das áreas afetadas pelo forte abalo sísmico como completamente destruído e caótico.
Cenário de guerra e buscas por sobreviventes
A tragédia humanitária provocada pelo terremoto ocorrido na última quarta-feira já contabiliza um saldo devastador de mais de 1,7 mil mortos confirmados pelas autoridades. De acordo com o relato do oficial paranaense, a força do tremor fez com que edifícios residenciais de até 12 andares desabassem por completo na região.
Diante da destruição massiva das estruturas, equipes especializadas de salvamento de diversos países correm contra o tempo na tentativa de localizar sobreviventes. Os socorristas trabalham de forma ininterrupta removendo toneladas de escombros de concreto e ferro retorcido, utilizando equipamentos de alta precisão técnica.
Integração das forças brasileiras no litoral
O grupo enviado pelo Paraná atua de forma coordenada em uma força-tarefa conjunta que reúne também bombeiros dos estados de São Paulo e Minas Gerais. A operação integrada conta com o suporte logístico e estratégico da Defesa Civil Nacional, unindo especialistas brasileiros em estruturas colapsadas e salvamento urbano.
Os militares do Brasil concentram seus esforços operacionais prioritariamente em uma faixa litorânea localizada a cerca de 100 quilômetros de distância da capital, Caracas. A área geográfica foi apontada pelos sismólogos como um dos epicentros que mais sofreram danos estruturais severos e perdas humanas com o tremor.
