A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deflagrou, ao longo desta sexta-feira (26), uma megaoperação tática focada em sufocar o comércio ilegal, o contrabando e a posse irregular de armas de fogo, além de desmantelar laboratórios voltados à recarga clandestina de munições. As ações de campo resultaram na prisão em flagrante de seis indivíduos e na retirada de circulação de um verdadeiro arsenal de guerra de alta letalidade.
Raio de ação e alvos no interior
A mobilização de dezenas de agentes judiciários para cumprir mandados de busca e apreensão domiciliar em 14 alvos previamente mapeados pelos setores de inteligência. O raio de atuação das patrulhas cobriu de forma estratégica a Região Metropolitana de Curitiba, os Campos Gerais e o Centro-Sul do território paranaense. As seis prisões em flagrante foram efetuadas nos municípios de Curitiba, Guamiranga, Piraí do Sul, Ipiranga, Imbituva e Prudentópolis, locais onde os suspeitos mantinham depósitos ocultos.

Foram retidas 22 armas de fogo de curto e longo alcance englobando espingardas, pistolas semiautomáticas, rifles, carabinas, garruchas e revólveres e um volume superior a duas mil munições de diversos calibres. As equipes policiais também apreenderam 12 carregadores, 840 espoletas para montagem de projéteis, frascos de pólvora negra industrial, lunetas de precisão telescópica, rádios comunicadores sintonizados em frequências restritas e prensas de ferramentaria.
Magnitude em Curitiba e andamento do caso
O coordenador da ação, o delegado da PCPR Mateus Santarelli, pontuou que o encerramento desta fase representa um impacto cirúrgico na redução dos índices de violência urbana, uma vez que o comércio ilegal de armamentos atua como o principal motor para homicídios e assaltos a banco. A investigação continua com força total e em regime de plantão na capital. Isso ocorre porque o alvo fiscalizado na cidade de Curitiba revelou uma situação de enorme magnitude e complexidade logística, exigindo o desdobramento de novas perícias técnicas de balística no local.
Todos os seis detidos na operação foram autuados por comércio ilegal de armas e posse de armamento de uso restrito, sendo escoltados sob forte aparato de segurança para as celas do sistema penitenciário do Paraná, onde permanecerão trancados à disposição das comarcas locais. Os materiais bélicos recolhidos foram catalogados e transferidos para os depósitos do Instituto de Criminalística para a realização de exames periciais complementares.
