Um agente de carreira da Guarda Municipal de Curitiba foi preso preventivamente sob a acusação formal da prática do crime de estupro de vulnerável. Uma ocorrência de extrema gravidade envolvendo o quadro de servidores da segurança pública local gerou forte repercussão interna e medidas administrativas imediatas na capital. A informação sobre a captura foi oficializada pelas equipes de investigação da Polícia Civil e devidamente confirmada pelos porta-vozes do poder executivo municipal nesta terça-feira no município de Campo Largo, na Região Metropolitana.
Sigilo das investigações e detalhes do caso
Os procedimentos investigatórios e o andamento do processo judicial correm sob o mais absoluto sigilo determinado pelos magistrados do Poder Judiciário. A medida de segredo de Justiça é adotada obrigatoriamente pela delegacia especializada por envolver um delito de natureza estritamente sexual contra uma pessoa considerada vulnerável. Por conta dessa barreira legal de proteção, os policiais civis não divulgaram a idade da vítima, o grau de parentesco com o agressor ou as datas em que os abusos ocorreram.
A Prefeitura de Curitiba agiu com rapidez nos bastidores e emitiu uma nota oficial detalhando o desligamento provisório do funcionário público de sua rotina de trabalho. O Executivo determinou o afastamento preventivo total de todas as atribuições do homem assim que o setor de recursos humanos recebeu a notificação formal do mandado de prisão. A Corregedoria Geral da Guarda Municipal abriu uma sindicância interna para acompanhar os desdobramentos dos depoimentos e coletar as provas técnicas.
Funções internas e vedações de atendimento
O profissional não desempenhava patrulhamentos operacionais nas ruas ou atendimentos diretos aos cidadãos nos módulos dos parques e praças públicas de Curitiba atualmente. O comando da instituição de segurança reforçou que o comportamento do investigado na vida privada não reflete os valores éticos de proteção social defendidos pela corporação policial. Os advogados de defesa do guarda ainda não se manifestaram publicamente sobre o teor das acusações que motivaram o decreto judicial de prisão.
As autoridades da comarca de Campo Largo seguem colhendo depoimentos de testemunhas e realizando exames periciais necessários para a conclusão do inquérito policial. Os assistentes sociais do município dão suporte psicológico para a família afetada pela violência. A população paranaense costuma cobrar rigor máximo na apuração de desvios de conduta praticados por agentes que juraram cumprir as leis e proteger a comunidade. O relatório final com o indiciamento do servidor será enviado ao Ministério Público do Paraná para o oferecimento da denúncia nos próximos dias.
