Direto da redação
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) emitiu um alerta epidemiológico urgente para todos os municípios paranaenses devido ao avanço preocupante dos casos de coqueluche. O monitoramento contínuo das equipes de vigilância apontou um crescimento expressivo nas notificações dessa doença bacteriana respiratória nos últimos meses. A coqueluche afeta o trato respiratório e tem como característica principal crises de tosse seca e incontrolável que prejudicam a rotina dos pacientes afetados.
A transmissão ocorre de forma direta, por meio de gotículas eliminadas pelo paciente infectado ao falar, tossir ou até mesmo espirrar no ambiente compartilhado. Embora possa acometer indivíduos de qualquer faixa etária, a grande preocupação das autoridades de saúde pública se concentra nos bebês menores de um ano de vida.
Vacinação é a principal arma de proteção
A Sesa reforça exaustivamente que a imunização adequada é a única forma eficaz e segura de garantir a prevenção e frear a cadeia de transmissão estadual. O esquema vacinal completo preconizado pelo Ministério da Saúde inclui as doses da vacina pentavalente aplicadas rigorosamente aos dois, quatro e seis meses. Posteriormente, a criança deve receber os reforços necessários com a vacina DTP aos 15 meses e, a última dose, aos quatro anos de idade.
A estratégia de imunização do governo também foca no atendimento de públicos específicos para criar um cinturão de isolamento em torno dos recém-nascidos do Paraná. Mulheres gestantes, a partir da vigésima semana de gravidez, devem obrigatoriamente receber a dose da vacina dTpa para transferir anticorpos essenciais ao feto. Profissionais das áreas da saúde e da educação que lidam diretamente com crianças pequenas também precisam atualizar seus cartões vacinais.
Diagnóstico precoce evita maiores complicações
Os sintomas iniciais da coqueluche são facilmente confundidos com os de um resfriado comum, apresentando febre baixa, mal-estar, coriza e tosse leve na primeira semana. No entanto, o quadro clínico evolui rapidamente para a fase mais aguda, caracterizada por acessos de tosse violentos que comprometem a capacidade respiratória. Em bebês pequenos, a infecção costuma se manifestar por episódios de apneia e coloração azulada na pele pela severa falta de oxigenação.
