Um relatório climático detalhado divulgado pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná expõe o balanço final de uma estação de transição bastante intensa. O outono de 2026 encerrou o seu ciclo registrando volumes de chuva consideravelmente acima da média histórica em grande parte do território paranaense. Os meteorologistas do órgão estadual apontam que o período combinou temperaturas dentro dos padrões esperados com a chegada dos primeiros episódios de frio rigoroso.
Fase seca e virada típica de outono
O comportamento climático ao longo do trimestre dividiu-se de maneira clara em duas fases distintas nas regiões paranaenses. A primeira metade dos meses apresentou períodos mais secos e dias de calor abafado devido à atuação constante de fortes massas de ar seco. Já a segunda parte da estação trouxe características típicas, com o avanço rápido de frentes frias, quedas acentuadas nos termômetros e tempestades volumosas.
Os extremos de temperatura chamaram a atenção e exigiram casacos pesados da população em algumas datas específicas do calendário. O menor registro ocorreu no dia 11 de maio, quando os termômetros marcaram dois inteiros e quatro décimos de grau Celsius negativos em Guarapuava. Na mesma data, a intensa velocidade dos ventos fez com que a sensação térmica despencasse para sete graus negativos no município de General Carneiro.
Eventos extremos e marcas nos termômetros
Os termômetros também registraram marcas muito elevadas antes da chegada das frentes polares no interior do Estado. A cidade de Capanema anotou a maior temperatura máxima de todo o período, atingindo 38 inteiros e sete décimos de grau Celsius em março. Além dos primeiros episódios de geada do ano, os paranaenses enfrentaram diversas tempestades de granizo e o registro raro de uma nuvem funil.
O volume acumulado de água superou os índices históricos em toda a faixa norte e nos Campos Gerais. Na Região Metropolitana de Curitiba e nas áreas do Oeste, os índices de chuva mantiveram-se dentro ou ligeiramente acima do esperado. Apenas o Litoral Sul e pequenos trechos do Sudoeste terminaram o trimestre com um deficit hídrico em comparação com os anos anteriores na região.
